Muitas reformas começam com empolgação e terminam em dor de cabeça simplesmente por falta de um norte financeiro. O erro número um é não definir um orçamento limite com uma margem de contingência. Sem um teto de gastos, é fácil se deixar levar por acabamentos caros no início e ficar sem verba para a pintura e a iluminação no final, que são justamente o que dão o “uau” na obra.
Outro equívoco grave é ignorar a infraestrutura oculta. É muito comum o cliente focar apenas na estética — trocar o piso e as louças — mas manter tubulações de ferro antigas ou fiação elétrica ressecada. O resultado? Uma infiltração ou um curto-circuito seis meses após a entrega, obrigando a quebrar o revestimento novo que custou uma fortuna.
A contratação de mão de obra informal e a compra de materiais sem cálculo técnico também figuram no topo da lista. O profissional “faz-tudo” pode parecer barato agora, mas a falta de leitura de projetos e o desperdício de material costumam anular qualquer economia inicial. Além disso, comprar material por conta própria, sem a orientação de um engenheiro, gera sobras desnecessárias ou faltas constantes que travam o cronograma.